As Vozes me Dizem

um blog ordinário

Simbora pro sol! O calor é legal! 23/10/2009

Arquivado em: Uncategorized — asvozesmedizem @ 17:12

Hit the Road, Jack!

O seu problema não está em mim…

 

Ao Mestre com Carinho 18/10/2009

Arquivado em: Uncategorized — asvozesmedizem @ 17:26

Passou em branco o Dia do Professor, 15 de outubro, mas eu não me esqueci da data não. Eu queria encontrar uma música bem específica, e acabei descobrindo como é dificil baixar um som dos Abelhudos. O melhor que encontrei foi um play back deles num Xou da Xuxa, algo bem anos 80.

Então, um muito obrigada a todos que dão ou um dia deram ouvidos às vozes do meu cabôco que quer aprender.

 

A Arte de Amar 18/10/2009

Arquivado em: Uncategorized — asvozesmedizem @ 17:19

As vozes disseram pra eu reler um livro que eu adoro: A Arte de Amar, do Erich Fromm.

Desde que fiz na faculdade uma disciplina chamada Tópicos Especiais em Sociologia: Teoria Crítica, me interesso pelos estudos freudo-marxistas e a Escola de Frankfurt.

Muito do que me fez retomar essa leitura foi uma fraseque não sai da minha cabeça: “O amor é filho da liberdade, nunca da dominação”. Acho que tem tudo a ver com as liber coisas que as vozes sempre me dizem.

Agora estou numa onda super sócio-psicanalítica.

 

Escrito no caderninho há uns dias 14/10/2009

Arquivado em: Uncategorized — asvozesmedizem @ 18:03

Então, como eu já disse algumas vezes, as vozes nunca pararam de me dizer coisas. Estive sumida porque aos poucos, os recados das vozes foram ficando cada vez mais particulares. Neuras de mãe de primeira viagem.

Mas por acaso, no começo do mês foi aniversário de uma amiga querida, e eu queria dar um presente especial para ela. Uma pessoa que também tem vozes ativas e também se organiza escrevendo.

Sabendo que ela gosta e “papelaria”, e considerando que se minhas vozes dizem coisas impublicáveis, as dela também hão de mexer lá no fundo, escolhi um lindo caderninho feito a mão pela Simony Ohler, a Maria Papel (www.mariapapel.com.br). Sorte da amiga querida que pedi dois, achei tããão lindo!

Inaugurei o meu lembrando de uma coisa que já me ocorreu e foi bom. Escrevi umas mal traçadas linhas sobre como ser mãe pode ser uma experiência libertária e até libertadora. As vozes já tinham me dito isso, inclusive percebi que isso de liber… é um tema recorrente por aqui, mas nunca tinha parado para desenvolver essa idéia. O caderninho lindo e a escrita à mão me inspiraram. Começou tudo de novo!

 

Música de hoje: Ainda lembro 14/10/2009

Arquivado em: Uncategorized — asvozesmedizem @ 15:48

Porque as vozes não me deixam esquecer que mesmo triste eu estava feliz.

 

As vozes voltaram 18/06/2009

Arquivado em: Uncategorized — asvozesmedizem @ 22:43

As vozes parecem caladas ultimamente, mas não, elas só mudaram de assunto. Elas continuam me dizendo muuuiita coisa, talvez até mais do que antes. Realmente pensei as vozes estivessem num período baixa atividade, mas descobri na verdade, eu vinha dando tanta atenção às vozes externas que as que moram na minha cabeça não têm tido vez. Elas continuam sim se manifestando, e muitas vezes, divergem entre si.

Cada dia, é uma montanha-russa de emoções. Hoje eu posso falar (ou escrever, no caso), porque já estou vendo outras formas de ver, e a montanha-russa não está mais tão cheia de loopings. Começo a perceber todas as transformações que estou vivendo com um certo distanciamento: eu me assisto ficar mais tranquila e segura a cada dia! Ainda assim, numa mesma página do calendário posso achar que ser mãe é a melhor coisa, e que finalmente entendo o que estou fazendo aqui, e mais tarde, não acreditar que me deixei entrar nessa furada, ainda mais sabendo que é pra sempre e não tem como desistir.  Talvez por isso, eu tenha começado um ou outro post que acabei não terminando, até porque depois de um tempo, coisas que ouvi ou senti e que me angustiaram já perderam o sentido, e sentimentos de meia hora atrás já me parecem muito alheios.

Comecei, por exemplo, a escrever sobre a primeira situação social com o bebê. Aniversário de dois aninhos do primo dela. Se por um lado foi ótimo sair de casa, por outro eu estava morrendo de agonia, inclusive – e talvez até principalmente – das pessoas. Uma desconhecida me perguntou se eu estava grávida (não, porra! já pari! Você jura que não dá pra perceber? E vc é quem mesmo????) e apesar de até então eu estar me sentindo super bem, e até já ter diminuido um tamanho da cinta pós-parto já naquela altura, me senti no mínimo decadente.  Outra estranha falou, de brincadeira, é claro, que eu era uma mãe desnaturada (!?).  Quando ela me perguntou quantos dias tinha o bebê, eu precisei fazer conta e fiquei meio na dúvida, e isso fez de mim uma má-mãe, pq segundo ela, “que tipo de mãe não sabe há quantos dias tem seu bebezinho?”.  Tudo num tom amistoso, cheio de sorrisos, na melhor forma que a figura encontrou para ser simpática. Nem consegui esboçar qualquer reação, fiquei arrasada (e ela percebeu). Mesmo com toda a minha energia concentrada em torno de manter a menininha bem alimentada, saudável, limpa, segura e bem cuidada, não pude deixar de ouvir aquela voz me julgando e me dizendo que falhei. Hoje, veria este tipo de incidente de outra forma.

Poucos dias depois deste evento, numa terça de aniversário da querida Régis, comecei este post, bem interessante, e por sinal, ainda atual. Ele dizia que “as vozes quase me enlouqueceram nos últimos meses, tanto que tomei chá de sumiço, me escondi na caverninha e só agora estou saindo da toca. Uma coisa uqe elas vem me ensinando, no entanto, é que ser mãe pode ser um bocado opressor, mas não precisa. Cada dia, um novo aprendizado, a cada aprendizado novo pode ser um tanto libertário, no sentido de que me afasta dos mitos e estereótipos que as vozes enfiaram na minha cabeça.

Estive pensando no significado de ’sair da toca’ e vi um sentido muito simbólico, porque realmente depois de parir a gente fica meio animal.” Bacana esse textinho. Era um dia em que eu tava vendo sentido nas coisas.

 

Saindo da toca 19/05/2009

Arquivado em: Uncategorized — asvozesmedizem @ 13:43

As vozes me falavam muuitas coisas durante a gravidez! Muitas mesmo, chegou a incomodar. Conselhos bem intencionados vinham de todas as partes, quase sempre sem serem solicitados. Amigas que não tem filhos e nunca engravidaram me davam dicas e me ensinavam coisas. Eu não via maldade, e é ótimo saber que as pessoas gostam e se preocupam com vc, mas toda essa super proteção começou a me oprimir. Daí me recolhi na caverninha.
Outro dia eu comentei com a Si que era bem raro que as orientações recebidas  seguissem a linha do “ouça seu coração”, ou no meu caso, “aproveite que vc ouve vozes e procure aprender com elas”. Guardei com muito carinho as palavras da Bila, cujo Gabi é do Bem: “fica tranquila. O normal é dar certo”.

Minha mãe também tem sido ótima. Ela tem tanta certeza, não só de que eu vou conseguir, pq isso na cabeça dela é óbvio, mas de que estou me saindo tão bem que às vezes até acredito. Senti que precisaria de um pouco de privacidade no momento da transição do “nós dois” para o “nós três”, de modo que queríamos passar a primeira noite em casa com o bb sozinhos, fazendo um workshop de adaptação aos novos tempos, só por algumas horas. Eu estava meio sem jeito de pedir isso pra ela, que tinha viajado pra me acompanhar, mas quando o fiz, ela achou o pedido perfeitamente razoável e não se ofendeu. Ou se se ofendeu foi muito discreta e superou rapidinho. As vozes que souberam dos meus planos, por sua vez…  (até que eu “precisava deixar de ser orgulhosa” e “sua mãe não merece ser tratada dessa maneira” eu tive que ouvir).

O que as vozes nunca me disseram, mesmo em meio a tantos conselhos, é que amamentar é difícil. Eu não tinha nem idéia. Na verdade, pensava que simplesmente acontecia, como uma magia. Mas não. O bebê não nasce sabendo, e a mãe também não. Por mais que tenha lido, estudado, feito cursos, visto vídeos, a amamenação é uma relação com outro indivíduo, e precisa ser construída. Vamos aos poucos nos conhecendo. é um aprendizado.

Comecei este post a dias. No final, ele ficou bem diferente de que eu havia imaginado. Mas todo dia estou mudando. Hoje estou em paz.

 

Divinas Tetas 18/05/2009

Arquivado em: Uncategorized — asvozesmedizem @ 19:06

Vaca Profana

Respeito muito minhas lágrimas
Mas ainda mais minha risada
Inscrevo, assim, minhas palavras
Na voz de uma mulher sagrada
Vaca profana, põe teus cornos
Pra fora e acima da manada
Vaca profana, põe teus cornos
Pra fora e acima da man…
Ê, ê, ê, ê, ê,
Dona das divinas tetas
Derrama o leite bom na minha cara
E o leite mau na cara dos caretas

Segue a “movida Madrileña”
Também te mata Barcelona
Napoli, Pino, Pi, Paus, Punks
Picassos movem-se por Londres
Bahia, onipresentemente
Rio e belíssimo horizonte
Bahia, onipresentemente
Rio e belíssimo horiz…
Ê, ê, ê, ê, ê,
Vaca de divinas tetas
La leche buena toda en mi garganta
La mala leche para los “puretas”

Quero que pinte um amor Bethânia
Stevie Wonder, andaluz
Como o que tive em Tel Aviv
Perto do mar, longe da cruz
Mas em composição cubista
Meu mundo Thelonius Monk`s blues
Mas em composição cubista
Meu mundo Thelonius Monk`s…
Ê, ê, ê, ê, ê,
Vaca das divinas tetas
Teu bom só para o oco, minha falta
E o resto inunde as almas dos caretas

Sou tímido e espalhafatoso
Torre traçada por Gaudi
São Paulo é como o mundo todo
No mundo, um grande amor perdi
Caretas de Paris e New York
Sem mágoas, estamos aí
Caretas de Paris e New York
Sem mágoas estamos a…
Ê, ê, ê, ê, ê,
Dona das divinas tetas
Quero teu leite todo em minha cara
Nada de leite para os caretas

Mas eu também sei ser careta
De perto, ninguém é normal
Às vezes, segue em linha reta
A vida, que é “meu bem, meu mal”
No mais, as “ramblas” do planeta
“Orchta de chufa, si us plau”
No mais, as “ramblas” do planeta
“Orchta de chufa, si us…
Ê, ê, ê, ê, ê,
Deusa de assombrosas tetas
Gotas de leite bom na minha cara
Chuva do mesmo bom sobre os caretas…

Sofia 043

Amamentar é tudo de bom! Mas não é fácil não

 

Finalmente!!!! 12/05/2009

Arquivado em: Uncategorized — asvozesmedizem @ 19:54

Sofia - primeiro ato 029

Orgulhosamente, e com um pouquinho de atraso, apresento a princesa Sofia Mesquita Moura, que viu a luz do mundo na manhã de 27/04/09. Não é porque é minha, mas é o bebê mais lindo que eu já vi na minha vida! Estou apaixonada por ela.

Super saudável, tirou 10 e 10 no teste de Apgar (aplicado um e cinco minutos após o nascimento, afere freqüência cardíaca, respiração, musculatura, reflexos e cor da pele. Ela tirou nota máxima em todos os quesitos!) e reage a todo e qualquer barulho. Não chora muito, mas quando chora… Também, dorme que é uma beleza. Tem se alimentado muito bem, mas precisei acordar ela algumas vezes para rangar. A pega está boa, e minha “produção”, graças a Deus, tem sido suficiente.

A mamãe também está ótima. Eu estive bastante encanada com a idéia de marcar hora para ter bebê, mas por outro lado, estava muito cansada, sem mexer as mãos direito, a menina estava enrolada no cordão umbilical, meu útero estava fino… De qualquer forma, tudo transcorreu muito bem, minha aflição se mostrou infundada. O bebê chegou na sala de pós operatório praticamente junto comigo. Doze horas depois da cesariana eu já estava caminhando e cerca de 36 horas depois eu já tinha tido alta! Só que a gente preferiu passar mais uma noite no hospital porque a Sof só queria mamar no peito esquerdo (vê se pode!), e seria bom ter uma assistência até ela desenvolver a pega do lado direito. Saimos dia 29/04 na hora do almoço. Desde então, vivo em função dela. Graças a Deus, ela não é uma pessoa que demanda muito! É uma qualidade que eu admiro muito nas pessoas, e é um presenteela ser assim.

Fotos dela em http://esperandosofia.multiply.com e em
http://www.flickr.com/photos/esperandosofia/sets/

 

Chá de sumiço 25/04/2009

Arquivado em: Uncategorized — asvozesmedizem @ 22:57

As vozes me perguntaram onde estou. Faz tempo até, mas estou em outro ritmo, não sei explicar. Tô mais lenta, mais devagar. O tempo está passando de uma forma diferente. Será que o tempo está passando mesmo?

O mais engraçado é que nem eu sei onde estou. Estive um tempo sumida, enfurnada no Planeta Bebê. Estava ouvindo todas as vozes, e enlouquecendo no meu cantinho.  Agora já voltei. Ou não…

Em breve vou mergulhar de novo.

A música de hoje é pra Sofia:

Na bruma leve das paixões
Que vêm de dentro
Tu vens chegando
Prá brincar no meu quintal
No teu cavalo
Peito nu, cabelo ao vento
E o sol quarando
Nossas roupas no varal…

Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais…

A voz do anjo
Sussurrou no meu ouvido
Eu não duvido
Já escuto os teus sinais
Que tu virias
Numa manhã de domingo
Eu te anuncio
Nos sinos das catedrais…

Anunciação, Alceu Valença